Açaí: novo uso! …agora nas cirurgias oculares…

Uma noticia muito boa!


Um novo corante para utilização em cirurgias oculares ( de retina e vítreo) com menor toxicidade e produzido a partir de substancia naturalmente encontrada na natureza, um tipo de antocianosideo, de custo bastante inferior ao dos corantes químicos utilizados hoje em dia.

Estamos caminhando na busca de novas estratégias :menos invasivas,menos tóxicas,mais naturais, mais baratas e disponibilizáveis para uso em toda a população!

Leia:

“Brasil cria corante ocular mais barato feito a partir de açaí”


“Pesquisadores do Departamento de Oftalmologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) desenvolveram um corante intraocular a partir da antocianina, uma substância do açaí…”

“…Os corantes são utilizados em cirurgias da retina (camada mais interna do globo ocular) e do vítreo (componente que preenche o olho, responsável pelo tônus ocular), para que seja possível visualizar membranas e tecidos transparentes na correção de doenças que acometem o fundo dos olhos, como a retinopatia diabética e descolamentos da retina e do vítreo. …”

“Segundo o professor da Unifesp que coordena o estudo, Maurício Maia, o corante natural apresentou um nível menor de toxicidade do que os corantes químicos utilizados hoje… “

“”A procura pelo corante perfeito é antiga. O ideal é que ele seja o menos tóxico possível e que não atinja o nervo ótico ou as células da retina, como esse [do açaí] parece ser”, diz o oftalmologista Maurício Schirmer, do Hospital Oftalmológico de Sorocaba…”

“”Achamos na flora brasileira um corante natural melhor do que os químicos, que, além de serem caros também são tóxicos quando usados em dosagem alta ou, em alguns casos, até em medidas convencionais”, diz Maia. Os pesquisadores agora estão terminando de escrever o artigo sobre o estudo para apresentá-lo nos próximos meses nos EUA. O objetivo é comercializar o corante. “

“A cromovitrectomia, termo utilizado para essa modalidade cirúrgica com corantes, é recente e foi citada pela primeira vez em 2000 em um artigo sobre o uso da indocianina verde. “

Fonte : Folha on Line

Leia o artigo na integra em  http://www.prontuariodenoticias.com.br

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2 comentários

  1. Minha mãe está fazendo tratamento com Avastim por causa de degeneração devido a idade. Ela tem ficado com os olhos muito vermelhos dias após a retinografia com uso do contraste.O médico diz ser normal, mas ela se queixa de coceira e a vermilhidão não melhora principalmente no olho que não tem o problema. Já fez 4 aplicações. Gostaria de saber se o contraste provoca essa reação tão demorada, pois ela fez a última retinografia há mais de 40 dias.

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    1. Fátima,

      Tanto a fluoresceina, corante usado para a angiografia retiniana quanto o próprio Bevacizumabe (AVASTIN) podem ser responsáveis por reação de hipersensibilidade (alergia).A coceira (prurido) nos olhos pode acontecer tanto por alergia quanto por ressecamento do olho. A vermelhidão (hiperemia) e a coceira como são referidas nos dois olhos, provavelmente são de causa sistêmica (relativa ao organismo como um todo) e não tem origem ocular unicamente.

      Se permanecem os sintomas após 40 dias de angiografia (fluoresceina) a causa mais provável é o próprio bevacizumabe ou a interação dele com outra droga que a sua mãe venha fazendo uso. Seja para a própria DMRI (antioxidantes e/ou carotenóides) ou para doenças vasculares ou endócrinas que ela por ventura tenha. Em se tratando de alergia, qualquer droga ou mesmo a interação de duas ou mais drogas podem ser responsáveis pela sensibilização do individuo.

      De qualquer forma, se não se conseguir identificar qualquer outra patologia ocular que possa ser responsável pelos sintomas, se existir hipersensibilidade à droga usada mas a manifestação única for o prurido nos olhos, fica a critério do médico assistente manter o uso da droga que foi identificada como melhor opção para tratamento da patologia ocular em curso.
      Nestes casos a monitorização sistemática é feita para avaliar surgimento de sintomatologia mais importante que possa ser relacionada ao bevacizumabe e então seja necessário interromper o uso da droga e optar por outra estratégia terapêutica mesmo que se saiba não tão eficaz. Deve ser avaliado o risco-benefício. Sempre.

      Com certeza o médico assistente da sua mãe já considerou as opções e caso seja necessário dividirá com vocês a necessidade de mudar de estratégia assim como o que esperar do tratamento e o passo a passo daqui para frente. Converse com o médico, tire suas dúvidas, construa uma ótima relação médico-paciente e verá que este é o melhor caminho para o conforto de ambas, você e sua mãe.

      Espero ter podido ajudar.

      PS: Outros dois posts neste blog explicam sobre ação-reação, iatrogenia e o risco calculado de todas as intervenções terapêuticas:
      “Como lidamos com o risco calculado da terapêutica médica” e “Iatrogenia ocular: causa e efeito, ação e reação”

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