ambliopia

Oftalmologia Preventiva…como se faz?

OFTALMOLOGIA PREVENTIVA

Falar sobre prevenção em oftalmologia é, em primeiro lugar, falar da garantia de boa qualidade visual futura, através da avaliação precoce da visão na infância, visando à prevenção da ambliopia (que é o não desenvolvimento -evitável- da acuidade visual potencial num dos olhos em decorrência de estrabismo ou outra patologia oftalmológica que não tenha sido diagnosticada antes dos seis anos de idade.

Falar da prevenção dos traumas oculares, causa importante e bem conhecida de cegueira evitável no mundo! Acidentes de trabalho, acidentes de transito e acidentes domésticos.

Falar de como a hipertensão arterial, a obesidade, a síndrome metabólica (através do aumento da resistência à insulina) e o diabetes podem interferir negativamente na qualidade visual em longo prazo.

Enfim,

Falar da prevenção das doenças crônicas degenerativas oculares como o glaucoma, algumas uveítes e a DMRI (degeneração macular relacionada à idade), que podem ter início antes da idade adulta e apresentar desfechos negativos mais precoces ou na senilidade, reduzindo a qualidade de vida dos indivíduos.

Estratégias: exames oftalmológicos de rotina, orientação a respeito de normas de segurança no trabalho e cuidados para prevenção de acidentes domésticos. Mas, principalmente em relação às doenças crônicas degenerativas, é imprescindível a conscientização da necessidade de manter estilo de vida mais saudável.

E essa conscientização deve ser feita através da construção, desde cedo, do conhecimento a respeito das doenças oculares e sua prevenção!

Elizabeth Navarrete

Leia mais em http://www.duvidasemoftalmologia.wordpress.com

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Você sabe o que é ambliopia e a importância do diagnóstico precoce?

O objetivo aqui é lembrar a importância do diagnóstico precoce da baixa visual na criança. O sistema visual é dotado de uma plasticidade excepcional, mas a intervenção profissional após os oito anos de idade não resulta em benefício palpável à visão do individuo. Estou me referindo a um  distúrbio visual conhecido como “ambliopia” em que a visão de um dos olhos é menor que a do outro, mesmo tendo sido corrigida a sua refração (“grau do olho”).

A causa pode ser uma diferença importante de grau entre os dois olhos, um estrabismo (desvio dos olhos) inaparente ou tão pequeno a ponto de não ser observado pela família ou professores da criança. Ou ainda uma doença ocular (ainda não diagnosticada)  num dos olhos apenas (tipo catarata congenita, retinocoroidite por toxoplasmose).Em todas essas situações o olho em questão não recebe informação da área responsável pela visão no córtex cerebral.Ou pelo menos não a processa da mesma forma que o outro olho podendo gerar uma disparidade de imagens intolerável a ponto do cérebro “anular” uma das imagens e aquele olho em questão não se desenvolver do ponto de vista funcional. Ele tem a estrutura aparentemente normal, porém quando avaliamos a função visual  verificamos que apenas um dos olhos tem visão normal,cem por cento ou 20/20,citando a escala americana (tabela de Snellen) que é a referência universal em termos de acuidade visual.

E (aí reside a importância da informação),se não instituímos terapêutica apropriada,de preferência até os seis anos, na idade adulta esse individuo jamais terá a possibilidade de reverter a disfunção e atingir qualidade visual normal no olho dito “amblíope”. As campanhas nas escolas, através do programa de treinamento de professores e funcionários capacitados para este tipo de avaliação é importante nas regiões em que o acesso dessas crianças ao oftalmologista é difícil.

Nas áreas metropolitanas o encaminhamento da criança para avaliação visual deve ser feito de forma sistemática pelo pediatra ou pela escola, pelo menos aos seis anos de idade. Idealmente seria referido aos quatro anos. E aqueles com baixo peso ao nascer ou originados de gravidez de risco ou ainda aquelas crianças que necessitaram do uso de incubadora devem ser avaliados pelo oftalmopediatra antes de deixarem a maternidade. Se esse protocolo não for seguido, a criança deverá ser avaliada por oftalmologista nos primeiros meses de vida (teste do reflexo vermelho, também conhecido como “teste do olhinho”) e se não existir nenhuma outra intercorrência devem ser reavaliados aos dois e aos quatro anos de idade.

Existem várias formas de avaliarmos crianças pré-verbais, que anda não podem informar a visão. Dependendo da faixa etária, além do “reflexo vermelho”, a simples oclusão de um dos olhos ,sem que se encoste a mão na criança (uma vez que isso pode gerar desconforto e a resposta mal interpretada) pode sinalizar existência de anormalidade visual. Quando colocamos a mão na frente de um dos olhos da criança e ela chora ou tenta se esquivar, podemos estar obstruindo a visão do único olho pelo qual ela vê o mundo e por isso ela chora ou se altera. Um teste fácil de ser realizado e que se repetido várias vezes e mostrar a mesma resposta pode sinalizar déficit visual importante. Simples assim!

Links para mais informações a respeito:

http://www.sbop.com.br/sbop/ste/interna.asp?campo=60&secao_id=32

http://www.isodf.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=104%3Aambliopia&catid=19%3Aconteudo-doencas-oculares&lang=pt