oculos

Óculos, por que e quando devemos usar?

Gostaria de comentar sobre a necessidade do uso dos óculos. Em linhas gerais, o míope é corrigido desde cedo pela incapacidade de compensar sua dificuldade sozinho. O hipermetrope é corrigido em criança quando o grau é alto, dificultando a qualidade e conforto visuais. Ou ainda quando apesar de ver muito bem o jovem apresenta queixas de dor de cabeça ou dificuldade na manutenção da atenção nas tarefas que exigem mais esforço acomodativo. Ou ainda (e principalmente) quando a criança é estrábica, ou seja, apresenta desvio dos olhos. Este desvio pode ser manifesto, percebido por todos ou ser diagnosticado apenas pelo profissional de saúde, durante exame oftalmológico.

O astigmatismo, se pequeno pode não “atrapalhar” a visão, mas se for causa de dor nos olhos, dor de cabeça ou outras queixas relacionadas com o  esforço visual deve ser corrigido.

Você sabia que de cem pessoas submetidas à avaliação em um aparelho que “mede o grau do olho” (auto-refrator) talvez menos de 5% seja emétrope? Lembre que emétrope significa não ter erro refracional nenhum (zero). Esta condição é praticamente inexistente se levarmos em consideração qualquer mínimo valor de ametropia (grau).

Então se fossemos prescrever óculos baseados apenas no valor encontrado na mensuração do “defeito” do olho, quase todos nós usaríamos óculos desde jovens. Mal comparando, é como chamar uma criança de anã porque ela não tem altura e proporcionalidade de um adulto. Ela apenas está em desenvolvimento, ainda.

Da mesma forma, o olho está se desenvolvendo e devemos deixar o organismo se encarregar dos ajustes necessários e intervir apenas quando realmente for preciso.

Cada caso é um caso e em todos eles, devem ser muito bem avaliadas as variáveis antes de determinarmos uma correção óptica. O “grau do olho” não é algo que necessariamente deva ser corrigido “sob pena de causar danos futuramente”, como se dizia antigamente. Mas é necessário nas crianças estrábicas ou amblíopes. É mais do que indicado, é imprescindível o uso de correção nestes casos sob pena de não conseguirmos recuperar tanto a visão de cada olho, individualmente, quanto a visão binocular, ou seja o trabalho conjunto e coordenado dos dois olhos, possibilitando por exemplo a visão de profundidade. Esta “qualidade” da visão, que nós chamamos de estereopsia, só é possível com a binocularidade.

A supervisão constante do desenvolvimento da criança determinará o momento certo de intervir. Exceto nas estrábicas e amblíopes, como já foi dito, que quanto mais cedo forem corrigidas melhor o resultado final. Por isso a avaliação oftalmológica é imprescindível durante o período de desenvolvimento pleno da capacidade funcional do olho no jovem. O consenso a respeito deste prazo era até os oito anos e hoje se estende até os dez anos de idade.

“Usar óculos para corrigir o grau” é uma expressão antiga e errada. Os óculos (ou as lentes de contato) são utilizados para devolver ao individuo a visão plena e o conforto visual, com ausência de sintomas, como deve ser. Em momento algum, o uso dos óculos deve vir acompanhado da expectativa de  “se usar agora, o grau não vai ficar tão alto no futuro” ou ainda “se você usar os óculos neste período quando ficar mais velho não precisará mais usar”. Estes são raciocínios falsos.

Quanto mais cedo usamos óculos mais ficamos dependentes deles ao longo da vida. Será mesmo necessário? Não creio. A maioria de nós deveria ser capaz de ter uma visão boa e confortável até a meia idade, quando a “vista cansada” começa. E não é o que tem acontecido.

Cada vez aumenta mais o numero de queixas visuais em crianças e jovens. E cada vez mais cedo. Em parte pelo estilo de vida. O uso excessivo de monitores, celulares e games aumentou muito a exigência de um sistema visual que não foi preparado para esta sobrecarga de trabalho. A qualidade da visão não é fruto apenas do “grau” do olho. Ou apenas da quantidade de visão que se tem. É muito mais complexo.

Com certeza,quanto maior o tempo que dedicamos às tarefas discriminativas visuais e em condições adversas,como postura errada,distancia de leitura inapropriada e não fazemos pausas em intervalos regulares,maior será o numero e a intensidade das queixas visuais.Nestes momentos costuma ser prescritos óculos para eliminar sintomas.

Mas, quando as ametropias são pequenas (a maioria das vezes),os óculos são utilizados por um tempo e quando mudamos de trabalho, de carga  horária ou aprendemos a otimizar as tarefas,vamos aos poucos prescindindo dos óculos.Muitas vezes esquecemos deles numa gaveta para só usar quando voltamos a estar em situações de grande exigência visual como vestibular, estudo para concurso,pesquisa e digitação para teses de mestrado ou doutorado,etc.

A maior parte de nós tem hipermetropia leve e um astigmatismo também pequeno que, se tudo correr bem,só iremos precisar corrigir mesmo,para melhorar a qualidade da visão.E após os 30-40 anos,ou um pouco mais tarde.Principalmente se não temos nenhuma disfunção motora ocular.E mesmo que estejam presentes elas podem facilmente ser compensadas,dispensando o uso dos óculos.

Cada olho tem seis músculos que ao se contraírem ou relaxarem, numa coreografia extremamente delicada e interessante, permitem as várias posições do olhar. Os dois olhos trabalham numa sincronicidade ímpar! Isto para fazer chegar ao córtex visual (cérebro) as informações de forma a que possam ser superpostas, permitindo maior detalhamento e sem o inconveniente da visão dupla ou confusa. Depois desta etapa temos o processamento da imagem nos centros corticais específicos para nos permitir melhor localização no espaço, além de dados importantes ao nosso equilíbrio postural. A informação visual passa então pela análise da área responsável pela cognição, no cérebro, onde é “traduzida”,  possibilitando assim a compreensão do que é visto e lido.

E, também aqui, uma etapa depende da outra para que tudo funcione a contento.

Não é complexo o processo?

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Miopia, hipermetropia ou presbiopia?

Por que alguns de nós desde cedo enxergam mal e outros só deixam de ver bem após os quarenta ou cinqüenta anos?

 

A retina é a membrana (tecido) que “forra” internamente o olho. A informação do objeto que vemos é transmitida à retina através das camadas transparentes do olho. Estes são a córnea, o humor aquoso, o cristalino e o corpo vítreo, na seqüência em que são atravessados pelos raios que formarão a imagem do objeto a ser identificado.

Então, como condição primaria para enxergarmos bem, estas estruturas têm que estar transparentes e ter a refringência estimada e considerada padrão. Refringência é a capacidade de desviar o trajeto de um raio luminoso e com isso mudar as características daquilo que é visto.

Por exemplo, quando estamos dentro de uma piscina com os olhos abertos, dentro da água, a forma dos objetos que vemos pode estar diferente e com certeza menos nítida do que quando enxergamos através do ar. A razão para isto é a diferença entre o coeficiente de refração da água e o do ar. No olho,a refringência é dada basicamente pela curvatura e a densidade da córnea e do cristalino. Outro fator importante é a distancia que existe entre o ponto central da córnea (eixo visual) e a parte mais posterior do olho. Chamamos esta distância de diâmetro ântero-posterior do olho. Ele determina se o individuo é emétrope, míope ou hipermetrope. Estes três parâmetros juntos (córnea,cristalino e diâmetro antero-posteriorior) identificam a capacidade refrativa do olho. E ela nos informa sobre a necessidade ou não do uso de lentes corretoras para restaurar a capacidade visual.

Vinte e quatro milímetros é o valor considerado padrão para a distancia antero-posterior do olho. Seria este o “tamanho” do olho dito emétrope, ou seja, “normal”. Em outras palavras, um olho que não precisa de auxilio óptico para focalizar imagens para longe.

Existem pessoas hipermetropes. Aquelas com olhos pequenos de menos de vinte e quatro milímetros de comprimento. E as míopes têm olhos mais “compridos”. A situação de hipermetropia exige que o olho acione mecanismos de compensação para dar nitidez à imagem. É aí que entra o mecanismo de “acomodação” do olho. A capacidade de mudar de forma é que permite ao cristalino focar objetos próximos. O “músculo ciliar” se contrai e modifica sua forma, tornando-o mais curvo e trazendo a imagem para o foco na retina. Lembre-se de que como o olho hipermetrope é menor do que o padrão, a imagem teria seu foco atrás da retina e não sobre ela. Por isso a necessidade da “correção” do foco providenciada pelo próprio olho. No caso da miopia infelizmente o olho não processa de forma satisfatória este redimensionamento. É por isso que os míopes costumam usar óculos desde cedo, na infância ainda. Já os hipermetropes (exceto em casos específicos que serão comentados mais à frente) podem prescindir de correção óptica por um bom tempo durante a vida.

O astigmatismo é basicamente uma alteração da superfície corneana. Não há regularidade e a imagem apresenta deformações. Em casos menos freqüentes esta irregularidade na forma é do cristalino, mais que corneana. O astigmatismo corneano é de mais fácil correção do que o cristaliniano, embora sejamos capazes de neutralizar os dois. Novamente aqui,como na miopia, o olho não consegue compensar, a não ser pequenos graus de astigmatismo.

Em uma linguagem bem simplificada:

Um objeto é visto nitidamente quando seu foco se dá na retina. Nem antes nem depois deste tecido que é responsável pela captação dos sinais dos objetos que vemos. Estes dados serão transformados pelas células retinianas em informação e enviados através do nervo óptico até a parte posterior do cérebro (córtex occipital). É lá onde eles serão decodificados e transformados em imagem, em questão de fração de segundos!

Daqui em diante, para facilitar o entendimento, nos referiremos à visão para longe, como aquela em que enxergamos o está distante de nós pelo menos à distancia do nosso braço esticado. Esta distancia seria na verdade, uma distancia intermediaria. A quantidade de acomodação necessária para ver nitidamente a esta distancia é maior do que a necessária para ver a dois ou três metros. A menor acomodação do olho ou a situação em que este processo não é necessário para dar foco ao que vemos, é identificada como sendo a visão de longe.

Nós, médicos, consideramos seis metros o nosso “padrão” para longe, o “infinito” oftalmológico. Em outras palavras, se há necessidade do uso de  óculos para corrigir a visão de longe, este valor é obtido considerando o grau que mais nitidamente focaliza objetos a uma distancia de seis metros.

Para perto avaliamos a refração (grau) que nos permite ver bem a trinta e sete centímetros. Esta é a distancia para a qual a visão de perto é corrigida. São nossos óculos de leitura. As várias distancias ditas intermediarias variam de acordo tanto com a necessidade profissional de cada um de nós quanto nossa estrutura morfológica e biométrica. Somos diferentes uns dos outros. Uma pessoas são altas, outras baixas, umas com braços mais compridos do que outras e assim por diante. As dimensões do corpo têm influencia na distancia mais confortável de leitura. Ela é variável, para cada um de nós. Mas temos que partir de um padrão, determinado como sendo  trinta e sete centímetros (valor impresso nas tabelas disponíveis para mensurar a capacidade de leitura). Cabe ao médico e ao paciente identificar a melhor correção em cada caso.

Voltando à visão, já sabemos que fomos programados para enxergar para longe. Temos capacidade de “corrigir” a visão para distancias mais curtas e o fazemos através da acomodação, como já vimos. A capacidade funcional deste músculo diminui com a idade. O leigo chama este processo de “vista cansada” e nós médicos de “presbiopia”.

A diminuição lenta, mas progressiva da capacidade contrátil das fibras do músculo ciliar (como a dos vários outros) é responsável pela necessidade de uso de correção óptica para perto. Com a perda progressiva da elasticidade do cristalino fica reduzida sua capacidade de mudar sua forma para focalizar perto.

A partir daí vamos precisar de óculos ou lentes de contato para leitura.Calma, não é o fim do mundo…apenas o inicio de uma nova fase!

Óculos como causa de desconforto visual…

Provavelmente a maioria de nós já passou pelo desconforto de colocar óculos recém prescritos e não conseguir usá-los. E muitas vezes nos perguntamos (e questionamos o óptico e o oftalmologista) a respeito do que deu errado.

Quando mandamos fazer os óculos para nos ajudar em alguma dificuldade pontual em relação à visão de longe ou de perto ou para reduzir o cansaço visual no dia a dia de trabalho esperamos colocá-los e ver resolvidos todos os problemas dos quais nos queixamos quando vamos à consulta oftalmologica,não é mesmo?

Vamos então analisar as possíveis razões para visão distorcida, embaçamento, náusea, tonteira e tantos outros sintomas de inadequação aos óculos prescritos:

Muitas vezes o desconforto está relacionado aos ajustes imprecisos nos óculos prescritos. Às vezes prescrevemos mais grau do que o necessário, às vezes menos. Outras vezes está tudo correto, mas o indivíduo não é capaz de compensar um “desvio mínimo” dos seus olhos ( alteração na musculatura extra-ocular) a não ser que sejam alterados os centros ópticos das lentes. Então, já compensado o desvio, volta a ter conforto na leitura.

Outra possibilidade é o individuo de meia idade, usuário de lentes multifocais, que não consegue ficar muito tempo lendo no computador. Basta fazermos um par de óculos para serem usados tão somente quando sentado em frente ao monitor que, respeitada a distância utilizada para esta função ele voltará a ter conforto. Tarefas que de- mandam ficar um certo tempo utilizando uma determinada posição do olhar exigem perfeito controle motor. Quando ele não existe, surgem as queixas a respeito da visão de perto.

Mais correto seria ajustarmos a musculatura às exigências pontuais. Caso se alterem as condições de trabalho, deveria ser feito um reforço da prontidão binocular. Imagine um indivíduo que passa da função de motorista para a de digitador. É como um sedentário que de repente vai participar de uma maratona. Ou não consegue terminar a prova ou se lesiona. Há que haver um preparo, assim como quando nos alongamos antes e depois de qualquer exercício físico para mantermos o equilíbrio dos músculos e ligamentos envolvidos no trabalho. No caso dos olhos, a terapia ortóptica ou fisioterapia visual é responsável pelo reequilíbrio da binocularidade. A perfeita cooperação entre os dois olhos é que torna possível, por exemplo, a visão de profundidade ou estereopsia. Na prática isto se traduz na facilidade em perceber a distância entre os carros ao dirigir, em conseguir ver em 3D e outras tantas qualidades da visão das quais nem tomamos conhecimento a não ser que as percamos.

Outras vezes temos dificuldade em usar lentes multifocais

 

 

Alguns de nós não conseguem boa adaptação a este tipo de lente. Algumas vezes por causa de inadequação da armação ou do tipo de multifocal, mas muitas vezes por montagem inadequada. Isto acontece quando parâmetros como centros ópticos, altura de montagem e distância nasopupilar não estão de acordo. As lentes progressivas, ou multifocais, têm em seu desenho uma área em que é priorizada a visão de longe e outra para a de perto. Um “corredor óptico” possibilita a visão intermediária e as zonas mais distantes do centro possuem aberrações que fazem com que nestas áreas a visão não seja tão nítida ou seja mesmo desconfortável. Quando os parâmetros usados na montagem destas lentes são inadequados passamos a olhar por pontos que não são os ideais para cada função pré-determinada. Teremos então queixas na visão de longe, ou na de perto e/ou uma gama de outras queixas visuais.

Excepcionalmente o que pode acontecer também é que nascemos, alguns de nós,  com uma particularidade em relação ao equilíbrio. Temos o chamado enjôo de movimento” ou “motion sickness” ou ainda cinetose, em termos técnicos. Alguns quando crianças enjoávamos em viagens de carro, mas na idade adulta não o fazemos mais. A maioria dos adultos só manifesta desconforto quando lê dentro de um carro ou ônibus em movimento. Todos estes sintomas são expressões de um mesmo desajuste que, por menor que seja, fica ampliado sobremaneira quando tentamos usar lentes multifocais. Exatamente por uma exigência implícita deste tipo de lente: que os mecanismos de compensação da visão binocular, principalmente os ligados à propriocepção e ao equilíbrio estejam presentes e funcionando harmonicamente.

De uma forma simplista podemos dizer que a propriocepção é a qualidade que capacita o organismo a se orientar no espaço sem precisar se basear apenas no estímulo visual. Entre os sistemas sensoriais, o visual, o auditivo e o de propriocepção são os que têm importância maior na capacidade motora e no equilíbrio do individuo.

Os indivíduos que apresentam cinetose têm características de prejuízo (maior ou menor) do sistema sensorial em relação ao equilíbrio. Neles poderíamos antecipar uma dificuldade maior na adaptação aos multifocais ou mesmo inadaptação a qualquer tipo de lente progressiva ou regressiva.

Além da terapia ortóptica para reforçar as condições ideais de binocularidade, a reabilitação vestibular (através da fisioterapia) pode tentar minimizar os sintomas de inadaptação, possibilitando o uso das lentes progressivas com algum conforto, nas situações em que não se pode evitar seu uso. Mas, nem sempre é possível. Neste caso o uso de bifocais específicos para determinados casos ou mesmo lentes separadas para cada atividade (dirigir, ler e usar o computador por muitas horas, por exemplo) são as soluções disponíveis.

Há também o recurso do uso de lentes de contato (para quem se adapta bem, é claro) para corrigir o “grau de longe”, e óculos para a leitura que seriam então usados sobre as lentes de contato, com grau diferente dos óculos de leitura costumeiros. Quando não se está usando lentes de contato para longe, o grau necessário para leitura é diferente daquele dos óculos que se coloca sobre as lentes. Isto porque o grau de perto é a soma do grau de longe (que já estaria nas lentes de contato em caso de uso das mes- mas) com o valor da perda da acomodação referente à faixa etária do individuo.

Complicado?

Um exemplo: você usa +1.50 dioptrias para enxergar melhor de longe e tem 47 anos. A sua dificuldade de acomodação deve ser em torno de 1.00 dioptria. Então seus óculos de perto para ler, sem lentes de contato, terão a graduação de +2.50 dioptrias. Quando estiver usando suas lentes de contato para longe (+1.50 dioptrias), se quiser ler bem terá que usar óculos (para leitura) de +1.00 dioptrias. Se utilizar seus outros óculos de +2.50, verá que é capaz de enxergar sim, mas a uma distância muito próxima do papel, porque a lente irá funcionar como uma lupa. Não estará apropriada para você ler à distancia padrão de leitura (37 a 45cm ).

Resumindo:

O conforto visual depende de fatores distintos e interdependentes como a lente que corrige a ametropia (grau) existente, a identificação da melhor opção de correção óptica (tipos de lentes de óculos e formas de montagem) em cada caso e uma perfeita coordenação motora ocular (prontidão binocular).

E é do trabalho conjunto do oftalmologista, do óptico e do profissional de ortóptica (algumas vezes também do fisioterapeuta, para auxiliar na reabilitação vestibular) que surge a melhor solução para cada caso.

E o objetivo de todos estes profissionais é um só: melhorar a qualidade de vida de todos nós.

Proteção UV e oculos solares

 

Vamos conhecer um pouco mais sobre a radiação ultravioleta e os óculos que nos protegem dos efeitos dela (no desenvolvimento e na aceleração de doenças oculares ).

Voltamos a nos referir ao “Guia Pratico para Proteger a sua Visão” pela Harvard Medical School,Editora Campus,2002:

“Os danos oculares causados pelo sol são cumulativos. O olho permanece como os danos do sol que voce adquiriu na infância.Ainda assim,nunca é tarde para usar uma proteção!”

 

A luz ultravioleta tem três comprimentos de onda:

 UVA (mais longo) parece quase azul no espectro visível

UVB (mais curto) mais ativo e parcialmente absorvido pela camada de ozônio

UVC curto e completamente absorvido pela camada de ozônio”

Os raios UVA e UVB são nocivos  aos olhos,acelerando o envelhecimento do olho (catarata) e facilitando o aparecimento da degeneração macular relacionada à idade(DMRI).

“O uso de chapéu ou boné bloquearão 50% da radiação ultravioleta e reduzirão  os raios que entram nos olhos por cima ou pelos lados dos óculos.Os óculos escuros que filtram 99 a 100% dos raios UVA e UVB do sol ajudam a reduzir bastante o risco de danos aos olhos”.

“O fato de uma lente parecer escura não significa que seja capaz de bloquear a radiação ultravioleta.Na verdade, os oculos mais escuros sem essa proteção (UV) podem enganar os olhos e acabar provocando mais danos do que a falta de oculos escuros.Sob essas circunstancias, os olhos estão especialmente vulneráveis aos danos do sol,porque as pupilas se dilatam por causa da escuridão, deixando penetrar os raios ultravioleta do sol.”

“…as lentes com uma tonalidade vermelha,âmbar ou laranja podem ofereceruma proteção melhor contra essa luz.Porem a distorção é menor com lentes cinza,verdes ou marrons.”

“Se apenas um de seus olhos é perfeito,não se esqueça de usar óculos protetores em todas as ocasiões para proteger a visão de seu olho bom.”

“Existem três tipos de óculos de sol (segundo o ANSI – American National Standard Institute):

  • Estéticos:ligeiramente coloridos.Bloqueiam 70% dos raios UVB,20% dos raios UVA e 60% da luz visível
  • Para propósitos gerais: Lentes de luminosidade média a escura (a maioria dos óculos está nessa categoria).Bloqueiam 95% dos raios UVB, 60% dos raios UVA e entre 60 e 90% da luz visível.
  • Para propósitos especiais: Extremamente escuros, com bloqueadores dos raios ultravioleta, recomendados para lugares com muita luz,como praias Bloqueiam 99% dos raios UVB, 60% dos raios UVA”

 

Acréscimo nosso:

 Tecnologia fotossensível:

 Aplicada em lentes disponiveis no mercado atual, que oferecem proteção 100% (UVA e UVB) segundo os fabricantes.      http://www.transitions.com.br/pt/experience/Pages/default.aspx

  Apresentam as seguintes características:

  •  São claras em ambientes internos e em ambientes externos ajustam sua tonalidade de acordo com a intensidade da iluminação natural
  • Em ambientes internos ou à noite são tão claras quanto as lentes convencionais
  • Bloqueiam 100% dos raios solares nocivos UVA e UVB
  • São compatíveis com todos os modelos de armações e prescrições

Existem outros fabricantes de lentes com tecnologia fotossensível! http://inovacao.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-23942007000200022&lng=en&nrm=iso

Consulte seu oftalmologista a respeito de lentes de proteção UVA e UVB!