tração vitreo-retiniana

Existe tratamento para moscas volantes?..vale a pena?

Conforme publicado em outro blog,esta é a resposta a questionamento de internauta a respeito de tratamento para moscas volantes. Em negrito a pergunta e logo abaixo os comentarios a respeito.

“Há dois meses sofri um trauma no olho direito e comecei a ver as moscas volantes. Fiz o mapeamento da retina, o US e o exame do fundo de olho dos dois olhos e foi diagnosticado DPV no olho direito. De lá para cá comecei a sentir aumento da sensibilidade a luz no olho esquerdo a ponto de em um determinado dia sentir dores, mas hoje estou melhor.
Comecei a ver umas duas moscas no olho que nao tinha DPV será que meu problema no olho direito afetou o olho esquerdo?
Li que a única saída para as moscas seria a vitrectomia, mas é muito arriscado e todos os médicos costumam a orientar a se acostumar com as “malditas moscas”! Mas para quem sofre deste problema é uma grande angústia. O que você acha, já que nem se quer uso óculos?
E qual o melhor e mais cristalino substituto para o vítreo?”

Antes de sermos médicos somos indivíduos como vocês (pacientes) e apesar de perseguirmos a melhor opção para cada caso, temos muitas dúvidas, ainda! E se a maioria dos oftalmologistas tem conduta conservadora em relação à vitrectomia (remoção cirúrgica do vítreo liquefeito e das condensações que se formaram e substituição por outra estrutura identificada caso a caso como a melhor opção para substituí-lo) para tratamento das “malditas moscas”, como você se refere aos seus floaters, deve haver uma razão!

O procedimento terapêutico é muito invasivo e as possibilidades de iatrogenia (complicações causadas pela intervenção médica) são muitas. Endoftalmite, catarata secundária, descolamento de retina são algumas delas. E muitas das vezes o resultado visual fica aquém do esperado. Algumas “moscas” continuam lá ou tornam a aparecer depois de algum tempo. Alguns pacientes ficam bem (conforme relato de pesquisas).

Mas todo oftalmologista que proponha ou aceite realizar a vitrectomia ou a vitreólise farmacológica deve ter o formulário de consentimento assinado pelo paciente.Neste papel devem estar listados todos os possíveis e/ou prováveis efeitos colaterais, além de estar explicitado que todas as dúvidas do paciente foram devidamente esclarecidas pelo médico assistente antes do procedimento invasivo.

Eu tenho convivido com as minhas (moscas volantes) no olho direito desde os 18 anos (hoje tenho 59), após ter capotado com o carro num acidente.Apesar das moscas volantes (muito incômodas de vez em quando, é verdade) e das eventuais fotopsias (responsáveis pelos mapeamentos repetidos), tive sorte de não ter (após tantos anos) nenhuma tração vitreo-macular que sugerisse necessidade de cirurgia pelo risco de comprometimento visual (temporário ou permanante).

A melhor forma de lidar com as “moscas volantes” é aguardar um tempo. O cérebro irá se encarregar de “fazer com que você não as veja mais”,exceto em situações específicas. Na maior parte do tempo você se verá livre delas.

Acredite!

Monitorize o DPV (dos dois olhos), principalmente se for parcial. Mantenha acompanhamento com o retinólogo (mapeamentos e US). Quando e se surgir a tração vitreo-macular,com os riscos inerentes à área central da visão, a vitrectomia poderá estar indicada. Mas até lá (o que pode significar muitos e muitos anos), a vitrectomia não é opção boa, principalmente em jovens.
A cirurgia intra-ocular é fator de risco para membrana epirretiniana, edema de mácula e cistos maculares que podem levar (no longo prazo) a buracos de macula, que podem significar prognostico visual reservado (ruim).

Pense bem e ouça várias opiniões. Instrua-se bastante a respeito do assunto antes de tomar qualquer decisão. Antes de mais nada, procure uma relação médico-paciente que resulte num diálogo honesto, onde exista empatia e tente estabelecer o tipo de relacionamento que vai deixá-lo confiante em relação ao que está acontecendo com seus olhos e o que fazer para voltar a se sentir bem.

Tenho certeza de que você conseguirá as respostas e orientações que precisa!

E se você ainda não tem o hábito do uso de óculos com filtro UV, esta é uma boa hora para começar. Lentes fotossensíveis, por exemplo. Qualquer lente com filtro total (400 nanômetros) significa prevenção interessante em relação à agressão macular. Principalmente num olho com DPV (precoce, não senil) todas as estratégias que minimizem o traumatismo macular (mesmo que seja o foto–traumatismo) são mais que benvindas!

E ainda farão (os óculos) com que você perceba menos as “moscas volantes”.

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Floaters,moscas volantes.Ainda comentando a respeito…

 

Floaters, moscas volantes. Ainda comentando a respeito…

 

O tema moscas volantes ainda gera dúvidas…

 

Então vou usar uma analogia aqui para me fazer entender melhor.

 

O que o glaucoma crônico simples ou simplesmente glaucoma (como é conhecido) tem a ver com o glaucoma agudo? Quase nada… exceto o dano (irreversível muitas vezes) à camada de fibras nervosas (nervo óptico). São duas entidades diferentes.

No glaucoma agudo a PIO (pressão intra-ocular) muito elevada (40,60 ou mais mmHg) leva a sintomas agudos e bem específicos, além de dor ocular intensa. E se não tratado em tempo hábil pode resultar em perda funcional severa em questão de horas ou dias. E porque acontece? Um conjunto de fatores precipitantes e uma estrutura anatômica do olho facilitadora de tal evento: uma área de escoamento com menor capacidade de filtração do que na maioria das pessoas,o que chamamos de ângulo estreito oclusível. O aumento brusco do liquido no interior do olho eleva ràpidamente a PIO a níveis que além de gerar dor intensa reduz drasticamente o fluxo sanguineo (suprimento de oxigênio) ao nervo óptico. Como num infarto agudo do miocárdio.

Ao contrário, no glaucoma crônico simples a diminuição da oxigenação do nervo óptico se dá como na angina do peito (angina pectoris)…que diferentemente do infarto ocorre aos poucos e lentamente. No coração leva à insuficiência cardíaca; no olho a perda funcional se traduz por diminuição do campo visual e algumas vezes evolui para a cegueira, quando não tratado em tempo hábil ou em casos refratários (mais raramente). Portanto o glaucoma (crônico simples) é insidioso, lento e assintomático. É diagnosticado em consultas de rotina.

 

O DPV tem história parecida.

A cavitação, liquefação e desorganização do corpo vítreo se dão “espontaneamente”, com a idade. As aspas lembram que o processo faz parte da senescencia ocular assim como a catarata. Ambos equivalem às rugas e ao cabelo branco.

Em alguns de nós a desorganização vítrea acontece bem cedo (às vezes antes da adolescência). Mas não é comum nem natural (embora quase sempre a causa permaneça “desconhecida”). O oftalmologista não encontra sinais de doença vítreo-retiniana que justifiquem o aparecimento dos floaters gerados pela alteração estrutural do vítreo.

Sabe por que a dor de cabeça quase sempre acompanha o resfriado ou a gripe? Porque a virose é sistêmica, ou seja, muitos órgãos são afetados e um deles é o encéfalo. Uma encefalite discreta é a causa da dor de cabeça na gripe comum. Mas o médico quando o examina não diz que você esta com uma encefalite (que se tiver outras causa tem um significado bem mais grave). Ele apenas se refere à gripe , não é mesmo?

Então, a vitreite discreta pode acontecer em qualquer virose ou doença infecciosa e ser fenômeno que inicia o processo lento e gradual de desorganização vítrea.  O DPV “crônico”, desacompanhado de tração vítreo-retiniana e na ausência de condensações vítreas densas no eixo visual ou próximo dele é o achado mais comum à quase totalidade dos diagnósticos de descolamento posterior de vítreo. E é (quase) assintomático. O paciente não refere espontaneamente a queixa; precisa ser perguntado se costuma ver essas mosquinhas de vez em quando…

O DPV agudo e tracional, em contra-partida, comumente vem acompanhado de muitas queixas visuais. Deve ser avaliado com rigor por que pode se apresentar com rotura retiniana com ou sem hemorragia. A tração vítreo-retiniana não é incomum e a médio e longo prazo pode gerar micro roturas na retina periférica ou cistos maculares que por sua vez, anos mais tarde podem se romper e levar a um buraco macular.

Felizmente esse tipo de DPV é incomum (menos de 5% dos casos)!

Como disse nos dois posts anteriores a esse (neste blog), a respeito de floaters, a intenção foi me dirigir a esse grupo especifico de indivíduos com diagnostico de DPV agudo.

Como apresentam muitas queixas que em geral são minimizadas por não haver terapêutica convencional especifica que os ajude em relação às manchas em seu campo visual (moscas volantes), minha intenção foi informar mais. E também (por que não dizer) me solidarizar com o desconforto deles. O primeiro passo para aceitar e ajudar na recuperação do conforto visual é entender o que se passa.

Essa etapa faz parte, necessariamente, do processo de “cura”. Do contrário, indivíduos continuarão reclamando que não são compreendidos, passam por vários consultórios alegando que os médicos ainda não descobriram o que eles têm e assim por diante.

Essencialmente porque não foram informados sobre as causas e os porquês das diferenças de manifestações de uma “mesma” situação clinica (DPV) em cada individuo. Além disso, quando muitos (médicos ou leigos) nos dizem que sempre viram essas mosquinhas, mas elas nunca os incomodaram pode soar a alguns de nós (indivíduos com sintomas exasperantes) que somos incompetentes e não colaboramos na solução do nosso desconforto. Não é bem assim…

Devemos todos entender (e respeitar) a diversidade… inclusive em relação à saúde e à doença. E nunca é demais lembrar que “não existem ‘doenças’ e sim ‘doentes’ ”. Cada um de nós tem uma individualidade biológica e ser profissional de saúde significa também estar atento às necessidades e expectativas de cada um que bate à nossa porta buscando ajuda.

 

Entendo assim ter esgotado o tema floaters, moscas volantes e DPV

 

Para mais informações o tema é amplamente comentado em textos específicos nos links que estão listados à direita desta página.

DPV …como lidar a longo prazo


DPV parcial agudo…monitorizar e tratar,quando necessário.

 

A história natural de um descolamento posterior de vítreo (DPV).

Como vimos em outros posts aqui neste blog, em qualquer idade pode ocorrer o DPV. As degenerações periféricas retinianas são pequenas alterações no aspecto –e características- do tecido retiniano, nas áreas distantes do pólo posterior (centro) do olho. Quando presentes e dependendo do tipo e da localização da degeneração, podem implicar em necessidade de controle mais freqüente do DPV através de mapeamentos de retina seqüenciais. O risco seria a formação de pequenos buracos na retina que, uma vez detectados e avaliado o potencial de progressão para lesões maiores, teriam indicação de tratamento a laser (fotocoagulação) para prevenção de descolamento de retina.

Uma outra abordagem é a que avalia a presença de  tração vítreo-retiniana . A ultra-sonografia ocular auxilia o retinologo na avaliação da tração no DPV. Em presença de tração, se avaliações repetidas não sinalizam redução de tensão na interface vítreo-retiniana a conduta a ser discutida é a intervenção médica através de vitrectomia (procedimento invasivo).

Isto porque a tração implica em risco de descolamento de retina ou hemorragia vítrea (por rotura de vasos retinianos tracionados). O tratamento de ambas apresenta um prognóstico mais reservado do que a intervenção pontual na tração vítreo-retiniana  que não mostra sinais de redução expontanea.É sempre bom lembrar que quanto menos intervirmos cirurgicamente nos olhos menores as complicações esperadas a curto , médio e longo prazo. Mas é sempre uma questão de bom senso,excelente tirocínio clinico, acompanhamento criterioso (cada caso é um caso) e avaliação custo-benefício.

A área macular (região retiniana nobre, responsável pela visão central, ou seja, a visão de detalhes,aquela que define a nossa capacidade visual) está situada no polo posterior do globo ocular.

Vale lembrar que a tração que existe na alteração da interface tecido retiniano/corpo vítreo quando presente implica em longo prazo em alterações estruturais que podem levar a espessamento do tecido,formação de cistos e buracos na macula que, dependendo do tipo e extensão, podem diminuir bastante a visão.

A monitorização vítreo-retiniana deve obedecer a um protocolo determinado pelo retinólogo que acompanha cada caso. A constatação pura e simples (através de mapeamento de retina) de ausência de sinais de risco para descolamento de retina após um DPV parcial agudo, uma única vez, não é o correto.

Mesmo quando parcial o DPV na maioria das vezes não é acompanhado de tração vítreo-retiniana, mas ela deve ser ativamente buscada em avaliações subseqüentes. E, se presente, monitorizada e tratada, quando e se necessário.

 

Consulte regularmente o seu oftalmologista!

DR após cirurgia de catarata…

É uma possibilidade…não tão frequente…mas que deve ser mencionada quando se explica ao paciente o procedimento (cirurgia de catarata), intercorrencias e soluções possiveis para elas.Mais que isso…deve ser ativamente buscada a prevenção (do descolamento de retina pós-cirurgico) atraves de um pré-operatorio cuidadoso em relação à retina.

Conforme disse em outro post aqui neste blog (“Como lidamos com o risco calculado da terapêutica médica?”) ,

”…temos que realizar procedimentos que são necessários, mas ao mesmo tempo há  sempre que se ter em mente que devemos esperar reações às nossas ações e nos prepararmos para melhor agir nesses momentos e bem equilibrar essa equação (ação-reação).”

Em termos de descolamento de retina, o tempo que levamos para restaurar a anatomia retiniana cirurgicamente é crucial na recuperação funcional do olho.Quanto mais tempo a retina permanece separada da sua base,do seu leito natural,mais difícil é a recuperação da visão apos o procedimento vitreo-retiniano.

Se o paciente ainda tem alguma duvida a respeito dos procedimentos e suas conseqüências deve  comentar com o medico de forma direta e aberta.Mas nunca deixar  que se perca a “janela terapêutica”…o período de tempo em que o sucesso da intervenção poderia ser alcançado!

Lembrando sempre que também não é incomum, ou melhor, está entre os possíveis secundarismos de uma cirurgia de catarata um eventual DR pós-operatório.Mesmo com a precaução pré-operatoria de um mapeamento retiniano bem realizado para identificar possível degeneração periférica de risco para DR,a cirurgia de catarata é um procedimento que viabiliza este tipo de desfecho, dependendo das condições retinianas previas e de um intra-operatorio mais difícil,por qualquer eventualidade.

Toda cirurgia é um risco calculado. Mas,no caso da catarata, se as condições visuais do paciente apontam no sentido da necessidade do procedimento cirúrgico (facectomia com implante de LIO), esse risco é justificado e está implícito.Deve ser comentado com o paciente e visto como inerente ao procedimento.

Depois do evento (complicação pós-operatoria) o que se tem a fazer é restaurar a normalidade anatômica retiniana o mais brevemente possível  através de procedimento que poderá ser decidido “a priori” mas modificado no intra-operatorio,dependendo das condições/dificuldades técnicas encontradas durante o procedimento.

Mas, o importante  é que, uma vez tendo sido feito o diagnostico de descolamento de retina (DR total) num pós-operatório de catarata,a intervenção cirúrgica é a única possibilidade de recuperação funcional desse olho! E quanto mais rapidamente ocorrer esta intervenção maiores são as chances de uma acuidade visual final satisfatória.

Quanto mais longevos nos percebemos, mais valor damos à qualidade de vida na senilidade.E a manutenção dos sentidos  (principalmente da visão) é ,sem duvida,imprescindível à independência e ao conforto do individuo nesta fase da vida.

Mais sobre moscas volantes,fotopsias,flashes e fosfenos…

Como o post que tem gerado mais interesse (e comentarios a respeito de duvidas que ainda persistem) é o relacionado a mosca volante e fotopsia (ver os comentarios de outros leitores em “FIQUE DE OLHO:um alerta importantíssimo”, neste blog),seguem alguns esclarecimentos adicionais:

A definição de fotopsia: “sensação luminosa,como de faiscas ou relampagos provenientes de doença da retina” em http://www.verbetes.com. Mas,etimologicamente falando a combinação photos (luz) e opsis (visão) sugere a interpretação de visão de luzes,independente da causa do fenomeno.


Em medicina é consenso nos referirmos a um sintoma como fotopsia quando a causa dos “flashes” (brilho,faísca…ou outra definição) é oftalmológica (e vitreo-retiniana).

Caso  já tenhamos realizado mapeamentos de retina seriados (avaliação da retina periférica…e não apenas oftalmoscopia direta,como se faz no clássico “exame de fundo de olho”) e o(s) exame(s) não tenham evidenciado nenhuma degeneração de risco para descolamento de retina nem tração vitreo-retiniana ( com ou sem rotura ), então o sintoma pode ser definido como “fosfeno” ( veja abaixo definição bastante esclarecedora ).

As referencias a respeito de flashes, fotopsia e fosfenos são muitas vezes dúbias,dando margem a interpretações diferentes.O que importa na realidade é termos certeza de que o fenômeno luminoso não esteja relacionado à presença de rotura retinana, tração vítreo-retiniana e/ou degeneração de risco para descolamento de retina.Nessas situações devemos monitorar o paciente ,de forma sistemática,enquanto persistirem os sintomas!

O estresse,a tensão e a ansiedade aumentam (ou melhor,”aguçam “)nosso limiar perceptivo. Quantos de nós já nos demos conta de que quando estamos tensos ouvimos todos os barulhos no nosso entorno,tornando bastante desagradável conviver ,por exemplo, com  o barulho de uma simples gota d´agua caindo de uma torneira mal fechada ou ainda o som constante de alguem digitando (às vezes do outro lado da parede,em outro ambiente…mas que  ainda assim ouvimos  nitidamente…e como incomoda!)?

Então …esse mesmo estresse pode gerar aumento da percepção dos fosfenos do movimento ocular rápido (veja definição no link citado abaixo) e não significar risco.

Mas,antes de  afirmar que o que vem incomodando um paciente se deve unicamente  a fatores não oculares, o medico deve esgotar a investigação oftalmológica no sentido de afastar causas mais graves para os sintomas,ou melhor,causas que exijam intervenção precoce.

Espero ter ajudado!

Veja também:

http://www.willsglaucoma.org/portuguese/20060607.htm

O link  é interessante e esclarece mais a respeito de flashes,fotopsias e fosfenos (segue abaixo texto reproduzindo parte do arquivo que você pode acessar no endereço referido):

“Dr. Elliot Werner: Deixe-me começar dando a vocês uma definição de moscas volantes e flashes. Uma mosca volante é algo nos fluidos do olho que lança uma sombra na retina e se parece com uma mancha escura ou manchas que flutuam ao redor no campo de visão. Moscas volantes só podem ser vistas com os olhos abertos e em um ambiente iluminado.
Flashes podem ser vistos até mesmo na escuridão ou, às vezes, com os olhos fechados. Flashes são flashes de luz ou objetos iluminados que aparecem no campo de visão.

P: Um flash é algo com o que se preocupar?
Dr. Elliot Werner: Assim como com as moscas volantes, depende da causa. Um flash solitário sem qualquer perda de visão é raramente sério. Flashes persistentes, especialmente se houver alguma mudança na visão, são potencialmente sinais sérios de descolamento de retina.

P: Às vezes, quando eu fecho meus olhos, uma luz suave aparece lentamente e então desaparece em um padrão contínuo. Isso são flashes de luz?
Dr. Elliot Werner: Não, isso é na verdade uma resposta normal do sistema visual ao se fechar os olhos. Até mesmo em um ambiente completamente escuro, a retina produz impulsos nervosos que se parecem com luz. Flashes são exatamente isso: pontos luminosos ou raios de luz que parecem surgir e desaparecer rapidamente.
P: ‘Flash’ significa algo de curta duração. Qual é o nome para o similar, mas aparentemente permanente, brilho ou objetos brilhantes?
Dr. Elliot Werner: Fotopsia. [Nota da editora: “Fotopsia é a presença de flashes de luz visíveis. É mais comumente associada com descolamento vítreo posterior, enxaqueca com aura, aura de enxaqueca sem dor de cabeça e ruptura ou descolamento da retina.http://en.wikipedia.org/wiki/Help:Contents%5D

P: Eu passei por um período em que via flashes quando virava minha cabeça. Um especialista em retina disse que nada estava errado; era apenas porque o vítreo era muito espesso e estava puxando a retina quando eu virava minha cabeça de repente. Não aconteceu por muito tempo. Quão comum é o vítreo variar em viscosidade e é a razão conhecida?
Dr. Elliot Werner: O vítreo fica menos viscoso e mais fluido com a idade. O que você descreve é chamado fosfenos do movimento ocular rápido e é uma ocorrência normal. É o responsável por “ver estrelas” quando somos atingidos na cabeça”.

Leia tambem aqui neste blog o post “Floaters (moscas volantes) e depressão…qual qa relação provável?”  no link

https://elizabethnavarrete.com/2012/04/15/floaters-e-depressao-qual-a-relacao-provavel/

Outro link interessante:

http://www.ibc.gov.br (site Instituto Benjamin Constant)

Veja definições e orientações a respeito de flashes